Direito sem juridiquês: entenda o que são os remédios constitucionais
- Adv. Márcia Bohrer

- há 2 dias
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"O Supremo Tribunal Federal (STF) estreia, nesta semana, um novo quadro educativo em seu canal no YouTube: “Direito sem juridiquês”. A iniciativa tem como objetivo aproximar o público de temas jurídicos presentes no dia a dia e esclarecer, de forma simples e acessível, conceitos previstos na Constituição Federal de 1988.
No vídeo de lançamento, o tema são os chamados “remédios constitucionais”, instrumentos jurídicos que permitem que qualquer pessoa busque proteção quando direitos fundamentais são ameaçados ou violados.
O episódio apresenta os seis principais instrumentos previstos na Constituição:
– Habeas corpus: utilizado para proteger a liberdade de locomoção quando alguém sofre ou está ameaçado de sofrer violência ou coação ilegal.
– Habeas data: assegura o acesso a informações pessoais ou a correção desses dados em registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público.
– Mandado de segurança: protege direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, diante de ato ilegal ou abusivo praticado por autoridade pública ou agente no exercício de atribuições do poder público.
– Mandado de injunção: garante o exercício de direitos e liberdades constitucionais quando a falta de norma regulamentadora impede sua efetivação.
– Ação popular: permite que qualquer cidadão questione, na Justiça, atos lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e cultural.
– Ação civil pública: utilizada para proteger interesses coletivos e difusos. Ela pode ser proposta em situações como danos ao meio ambiente, irregularidades que atinjam muitos consumidores ou prejuízos ao patrimônio público. Normalmente, é ajuizada por instituições como o Ministério Público, a Defensoria Pública e outras entidades autorizadas por lei.
O vídeo apresenta ainda exemplos práticos de situações em que cada um desses instrumentos pode ser utilizado, reforçando que todos têm o mesmo propósito: assegurar a efetividade dos direitos constitucionais.
Com o novo quadro, o STF busca fortalecer sua política de comunicação pública e ampliar o acesso da sociedade a informações sobre o funcionamento da Justiça e o papel da Corte na defesa dos direitos fundamentais. "
Fonte: STF. Acesse notícia original aqui.

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